2 de junho é dia mundial de alerta para os transtornos alimentares, mas esse cenário é tão grave que precisamos falar sobre isso todos os dias.

por que somos nós, mulheres, as mais afetadas pelos

em que momento passamos a acreditar que nossos corpos eram errados, defeituosos, desprezíveis?

quando é que nos rendemos à ideia de que é preciso mudar a silhueta, limitar a alimentação e espremer a barriga, as refeições e a vida, para que caibamos em certos padrões ou tamanhos? aliás, quem foi que ditou o que é certo e, por consequência, definiu o que é errado?

que operação acontece para que passemos a enxergar um alimento como nocivo quando, mais comumente, é a sua falta o que leva ao adoecimento?

por que continuamos estereotipando àquelas que padecem fisica e mentalmente das suas dietas quando a maioria de nós, em toda nossa multiplicidade de tamanhos, temos uma história pra contar quando a pauta é o corpo que temos versus o corpo que queremos?

por que a comparação vem antes da aceitação?quais os caminhos, processos e gatilhos que nos adoecem? e quais são essas doenças? sabemos nomeá-las? queremos nomeá-las? ou preferimos continuar julgando como normal corpos e comportamentos que de natural geralmente não têm nada?

como é que ainda caímos no mito de que só seremos plenamente felizes quando formos excessivamente magras? e por que ainda nos sentimos culpadas toda vez que percebemos que compramos essa ideia falsa?

depositamos nela o nosso ideal de vida, de felicidade, de realização? e esse caminho, tem volta, tem saída, cura? se tanto e tantas sofremos, por que tão pouco falamos?