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Parece que durante a quarentena, alguns padrões sociais ficaram bem escancarados, né? Tipo a nossa inquietação quando não podemos sair de casa ou aquela ânsia por produtividade que todos nós carregamos em algum nível. Mas, pessoalmente, o que mais me tocou entre todos eles foi justamente o papel das mulheres como principal suporte para o funcionamento de orquestrado de um lar. Então vou dividir um pouco da minha história com você para ilustrar melhor o que eu quero dizer: eu moro sozinha há quase 10 anos. Desde muito cedo, aprendi como se cuida de uma casa porque minha mãe (que é divorciada do meu pai) saía para trabalhar logo nas primeiras horas do dia e sempre pedia para que, quando voltasse, a casa estivesse limpa e organizada porque a gente nunca teve nenhuma funcionária doméstica lá em casa. Ah, acho importante informar que eu tenho um irmão mais novo que sempre morou com a gente, mas ele nunca recebeu esse tipo de "ordem". *risos nervosos* Eu ia pra escola, voltava antes das 13h, ajeitava tudo depois do almoço e quando minha mãe chegava, a casa estava limpa, arrumada & com a janta pronta quase todos os dias. Não sei se por herança dessa rotina ou do modelo de sociedade patriarcal em que vivemos, eu me tornei uma mulher que faz “de tudo”, dentro e fora de casa, até hoje. Pois bem, voltando ao episódio de hoje: confesso que a ideia para o programa era falar sobre “solidão & solitude”, mas o papo com a Maria foi tão revelador que eu e a Marcela resolvemos mudar tudo no meio do caminho. E talvez seja por isso que o episódio tenha batido tão forte em mim. Logo na conversa prévia que tive com a Maria para estruturar o roteiro, vários questionamentos tomaram conta da minha cabeça. Primeiro, porque estava falando com uma mulher que eu acompanho e admiro muitíssimo. Segundo, porque a cada frase que ela falava, eu só conseguia pensar "é isso!!!". Por aqui foi uma experiência deliciosa. Já acompanhei a gravação da maioria dos Bom dia, Obvious de perto e é sempre curioso perceber como a Marcela fica hipnotizada com algumas convidadas. Claramente foi isso que aconteceu dessa vez. A Maria Homem teve muito a dizer e a encantar. Por isso, espero que você goste de escutar esse papo da mesma forma eu gostei. E, se me permite dar uma dica valiosa, aqui vai: indique esse conteúdo para todos os homens que você conhecer. Eles precisam entender porque esse assunto é tão importante para a construção de relações mais saudáveis em todos os níveis. 

Então nada mais justo do que indicar também o canal incrível que a nossa musa mantém no youtube: 

Lá você encontra vídeos que mais parecem pequenas

sessões de terapia. Vale o play.

E já que estamos falando sobre sobrecarga mental feminina...

Ele conta a história de Irene (lindamente interpretada por Karine Teles), uma mãe de família que precisa lidar com a partida de seu filho mais velho e com todas duras & pesadas as responsabilidades que a gestão de um lar exige. O filme venceu diversos prêmios em festivais de cinema aclamados, como Melhor filme no Festival de Gramado e Melhor Direção & Melhor Atriz no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Essa coisa de ficar conectada demais faz com que a gente "perca" a sensação de ter um corpo. Vivendo em uma realidade virtual, que só intensifica nossas fragilidades emocionais.

 

Inspiradas pelo livro A Magia do Silêncio da Monja Kankyo Tannier, nós, do time Obvious, vamos dividir três exercícios simples e perfeitos para desconectar.

Toda manhã, antes de sair da cama, preste atenção no seu primeiro pensamento. Deixe-o passar, observe como ele afeta você e comece o dia de maneira consciente. Antes de dormir, fique um tempo deitada sem olhar para nenhuma tela - preste atenção em todos os seus pensamentos até cair no sono e evite qualquer estímulo visual que seja virtual.

Escolha uma sensação/emoção que não seja agradável ligada a uma situação do momento. Formule uma frase que a simbolize: "tô exausta", "tô angustiada". Em seguida, comece a dançar repetindo essa frase. Vai na sua, deixando fluir o que estiver sentindo, se movimentando por 2 minutinhos. Não lute, permaneça na simples observação. Apenas deixe tudo desaparecer tão depressa quanto surgiu. Parece uma grande loucura - mas é sério, pode ajudar!

A prática do silêncio é destacada ao longo de todo o livro e pode ser transformadora. Tirar um dia da semana para ficar em silêncio vai aflorar seus sentidos e trazer muito mais sensibilidade aos seus ouvidos - saber ouvir o outro é mágico. Bora tentar esse desafio?

Falar de URANO??? Como assim??? Por quê???

Calma que a Papisa explica:

Até 2026, Urano ficará em trânsito no signo de Touro. 

(ufa, agora tudo faz sentido)

 

É por isso que as mudanças que virão e as novidades que esse planeta carrega trazem muitas reflexões e ensinamentos, principalmente sobre todas aquelas coisas que a gente pensa que sabe. 

 

Pessoas com aspectos fortes em Urano normalmente possuem SOL ou ASCENDENTE ou LUA em Aquário (signo regente desse planetinha lindo) e quem sabe Urano em alguma casa forte do seu mapa natal. Mas, como isso varia muito de pessoa pra pessoa e só uma análise astral completa pode falar a verdade 100%, aqui vai um perfil sobre personalidades BEM URANIANAS de um modo geral:

 

Como o arquétipo é ligado às mudanças e novidades, eles costumam ter uma visão antenada nas questões de vanguarda. Gostam muito de surpresas e, por isso, podem abrigar traços de insubordinação - já que podem, inclusive, idealizar e acreditar numa realidade diferente da que vivem. Por ser um planeta relacionado a um signo de ar (aquário) e ao coletivo, uma boa comunicação e amizades intensas são características que atraem muito as uranianas. 

 

Acomodação? Por aqui não… 

Essa newsletter é um espaço de descontração, informação e entretenimento. Mas às vezes também precisamos falar sobre assuntos sérios e um pouco incômodos. 

O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos apontou aumento de 18% nas denúncias recebidas entre os dias 17 e 25 de março, quando o isolamento ficou mais intenso, em comparação aos dias 1 e 16 do mesmo mês.

 

39,2% dos homicídios de mulheres no Brasil aconteceram dentro de casa.  Entre os homens, o índice é de 15,9%.

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190 – para a polícia, se ouvir gritos ou brigas

192 – para urgências médicas

180 – para denunciar violência doméstica 

100 – para denunciar violência contra crianças

O app da @RevistaAzMina conta com mapa dos pontos de apoio à mulher, chat secreto para conversa e ainda cadastro de contatos de confiança que podem ser acionados pela vítima em situações de violência. 

A tecnologia entra como aliada no combate à violência contra as mulheres neste app que funciona como rede de apoio para quem está passando por um relacionamento abusivo.