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Você deveria medir os seus níveis de energia diários


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Atentar para os seus níveis de energias diários ajuda não só a entender melhor o funcionamento do seu corpo, como aumenta o rendimento e a produtividade

Quando a gente fala sobre ficar #bemchapinha, a gente sabe que está falando também sobre você ter mais energia e pique para a rotina. É por isso que, hoje, o assunto é exatamente esse: a atenção que a gente dá para os nossos níveis de energia diários. 

Se você observar, internet afora vemos uma série de conteúdos que explicam como você criar uma rotina – inclusive de exercícios físicos -, com base no tempo. Tem um horário certo para a academia, para a yoga na sala de casa, para o trabalho, para o almoço… até aquele momento de autocuidado também é perfeitamente agendado. 

Porém, toda essa obsessão com a gestão do tempo levou a uma crise de produtividade: a gente sente que tem que ser mais produtivo, por mais tempo, sendo que os dias têm sempre a mesma quantidade de horas. É por isso que o autor Tony Schawtz levanta uma bandeira importante: você deveria dedicar mais atenção aos seis níveis de energia diários, e não ao tempo que você gasta fazendo o que faz. 

Qual a diferença, entre um e outro? Bem, em um artigo desenvolvendo para a Harvard Business Review, o autor explica que de nada adianta o seu calendário estar perfeitamente recheado de tarefas cronometradas minuto a minuto se você não tem a energia necessária para executá-las. 

“A maior parte das grandes organizações investem em desenvolver as habilidades de seus funcionários, o seu conhecimento e competência. Muito poucas ajudam a construir e sustentar a sua capacidade, sua energia, que é tipicamente subestimada. Na verdade, uma capacidade maior torna possível fazer mais em menos tempo, com um nível de engajamento mais alto e de forma mais sustentável”, escreve Tony. 

Essa explicação combina também com o que determina o ayurveda, uma filosofia e prática médica desenvolvida na Índia e considerado o sistema medicinal mais antigo do mundo. No livro ‘Mude Seus Horários, Mude Sua Vida’ (Ed.Sextante), o Dr. Suhas Kshirsagar explica que o nosso corpo funciona como uma planta: ele acompanha o sol, no que é chamado de “ciclo circadiano”. Em termos práticos, isso significa que o nosso corpo funciona melhor durante o dia, enquanto a luz solar incide sobre a Terra, de forma que a nossa energia diminui entre o nascer e o por do sol. Tradução: você se sente mais energizado de manhã, e essa energia cai até você entrar no estado de sono à noite. 

O Dr. Suhas conta que muita gente acredita que só uma boa noite de sono é o suficiente para ajudar o corpo a ter a energia necessária para cumpri as tarefas que a gente se propõe, mas não é assim. Tudo, desde o que você come, até a hora que você faz os seus exercícios físicos, influenciam nisso. Um exemplo é, justamente, a atividade física: ele diz que quanto mais cedo você a fizer, aproveitando o primeiro ciclo energético do dia, melhor para você – e aconselha, inclusive, que a gente evite se exercitar depois das 13h. 

Você já foi dormir se sentindo inchada, pesada e até meio letárgica demais depois de um jantar bem farto? Então, tem a ver com isso também. Depois que escurece, o nosso corpo diminui quase que completamente a velocidade e capacidade de digestão. Por isso que esse processo parece levar mais tempo do que no almoço, o que faz com que jantares pesados não caiam bem e, inclusive, atrapalhem o seu sono. 

 

 

O primeiro passo é o mais simples: prestar atenção. Se você se atentar à forma como acorda, como se sente no meio da manhã, depois do almoço, de tarde e depois de jantar, vai conseguir pontuar à quantas anda o seu nível de energia. Por exemplo, pode acontecer de, no meio da tarde, você sentir moleza e sonolência. A pergunta a seguir é: por que isso aconteceu? Talvez você tenha se esquecido de comer ou só decidiu fazer uma tarefa um pouco mais maçante, que não mantém você estimulada o suficiente. 

Depois, vem o segundo passo, identificar atividades que podem ajudar você a elevar os níveis de energia quando eles caem. Vale falar que é impossível ter o mesmo tanto de energia, ou seja, de capacidade de se manter presente e focado em uma tarefa, o dia inteiro. O truque é saber quando você precisa de um estímulo a mais para, então, montar a sua agenda considerando isso. 

Usando o exemplo acima, se você costuma ficar sonolenta durante a tarde, talvez seja interessante fazer uma pausa de alguns minutos para dar uma volta no quarteirão, brincar com o seu pet, tomar um café ou encher mais uma vez a sua garrafa de água. 

Se, pra você, a dificuldade está em levantar da cama, que tal colocar para logo depois que acorda a sua atividade física favorita? Coloque para tocar aquela música que você ama e saia dançando pela casa! Impossível você não se sentir energizada para o dia depois de uma sessão de chapadinha de endorfina. 

Enquanto ficar vidrada na sua agenda pode gerar até certo pânico com o tanto de coisas para fazer em tão pouco tempo, mudar o foco para como anda a sua capacidade de focar e de dedicar atenção a essas atividades vai mudar a maneira como você se relaciona com o seu dia. Se você percebe que sempre se sente mais produtiva e focada durante à tarde, por exemplo, pode concentrar reuniões de manhã, assim o tempo de foco fica concentrado no que, de fato, precisa da sua atenção plena.

Se você já sabe que depois das 18h a concentração cai, a digestão diminui e o corpo naturalmente começa a se preparar para o sono, então, o ideal é buscar deixar para esse período atividades mais leves, finalizações de trabalho simples e atividades prazerosas que embalem o seu corpo no modo descanso (que tal um bom alongamento?).

Mudar o foco do tempo para os níveis de energia não é simples e exige um período de adaptação e, principalmente, de auto-observação. Porém, o ponto positivo é que você tanto pode passar a montar melhor a sua rotina de trabalho diária quanto incluir nela atividades que você ama e dão o boost energético que você tanto precisa. 

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